Este Blog é um instrumento de comunicação do Seminário Menor da Diocese de Coari!
O Seminário Sant´Ana foi fundado no dia 16 de Fevereiro de 2000.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jornada Mundial da Juventude



Origem:


A Jornada Mundial da Juventude foi criada pelo Papa João Paulo II em 1985, e consiste numa reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, por algumas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema.
Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Em sua última edição, em Madrid em 2011, reuniu cerca de três milhão de jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, "…a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo."

A História das Jornadas
A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987 e depois, a cada dois anos, como regra geral, organiza-se a Jornada Mundial da Juventude em algum lugar determinado do mundo.
Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, onde 1 milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do Papa: "Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja." (…) Dois anos depois, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela. Em 1991, 1 500 000 participantes participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda do Muro de Berlim, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento.
Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver. Diante do impressionante cenário das Montanhas Rochosas.
O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Manila nas Filipinas, 4 milhões de jovens aplaudiram o Papa que evocava a relação com o próximo.
Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas. O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude. Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo mega-encontro com o Papa.
A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002 onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: "Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens."
A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colónia na Alemanha (XX Jornada Mundial da Juventude, XX Weltjugendtag Köln 2005 em alemão), foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI na que foi a primeira viagem internacional do seu pontificado, e em que mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com o Papa na vigília de 20 de agosto. Nem a variedade de linguâs, culturas, distanciaram os jovens um dos outros.
Em 15 de julho de 2008, em Sydney na Austrália, iniciou-se a XXIII Jornada Mundial da Juventude sob o tema: "Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas" (At 1, 8). Em 20 de julho, na missa de encerramento, o Papa convocou os jovens do mundo todo para a XXVI Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madri na Espanha. No ultimo dia da Jornada Mundial da Juventude em Madri o papa Bento XVI anunciou a cidade brasileira do Rio de Janeiro como proxima sede do mega evento católico em 2013.


A Cruz e o Ícone das Jornadas
História da Cruz da JMJ
A Cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.
A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião:
"Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção". (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).
Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Levaram a cruz ao Centro São Lourenço, que se converteria em sua morada habitual durante os períodos em que ela não estivesse peregrinando pelo mundo.
Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e agora na Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994 a Cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do pais sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.
O Ícone de Nossa Senhora
Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a Cruz da JMJ: o Ícone de Nossa Senhora, "Salus Populi Romani", uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no ocidente, Santa Maria Maior.
"Hoje eu confio a vocês… o Ícone de Maria. De agora em diante ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a Cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o Apóstolo João, a acolhe-la em suas vidas" (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003)
Papa Bento XVI continua o legado
O Papa Bento XVI, continuando o legado de seu predecessor, falou na cerimônia de entrega da Cruz e do Ícone da JMJ de um grupo de jovens alemães para uma delegação de jovens australianos no Domingo de Ramos de 2006. Então enfatizou porque o Ícone de Maria pertence à peregrinação da Cruz da JMJ.
"Nossa Senhora esteve presente no cenáculo com os Apóstolos quando eles estavam esperando por Pentecostes. Que ela seja vossa mãe e guia. Que ela vos ensine a receber a palavra de Deus, a valoriza-la e medita-la em seu coração (cf. Lc 2,19) como ela fez com sua vida. Que ela possa encorajar-vos a dizer o vosso "sim" ao Senhor ao viver "a obediência da fé". Que ela possa ajudar-vos a permanecer fortes na fé, constantes na esperança, perseverantes na caridade, sempre atentos à palavra de Deus".
Ao observarmos Maria no Ícone carregando seu Filho, ela nos ensina como levá-lo para o mundo.
Milhões de jovens nos últimos 20 anos participaram das Jornadas Mundiais da Juventude. Centenas de milhares mais participaram da graça do evento pelo seu encontro com a Cruz e o Ícone da JMJ. Esses símbolos são apresentados ao mundo de forma mais contundente pelos jovens que os levam não por alguns momentos ou horas, mas pelo exemplo de suas vidas cristãs diariamente.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O caminho!

O caminho é a gente quem faz!
            Quando um jovem decide construir o seu futuro, o horizonte parece distante... Mas, cuidado que o tempo voa! Nunca é cedo de mais para começar a descobrir a direção a tomar. É um assunto de máxima importância, pois se trata de vida ou morte: ou seremos pessoas felizes, ou pessoas frustradas. Nesta busca, três coisas são importantes: primeira, saber que o caminho não está traçado; segunda, o caminho se faz passo a passo; terceira determinação e persistência. Há uma música que diz: “caminheiro, você sabe, não existe caminho; passo a passo, pouco apouco e o caminho se faz”. Muita gente, achando que a trilha já está pronta, começa a percorrê-la, rotineiramente, sem conhecê-la e sem ponderar as consequências. A rotina e a falta de clareza podem prejudicar a busca e frustrar a pessoa. Quem, porém, se coloca a caminho em busca do seu futuro já deve ter algum vislumbre do horizonte, do ponto de chegada; por isso, é só ir em frente com o olhar fixo na meta, sem ceder ao cansaço, às incertezas, ao desanimo e às vozes que indicam outra direção.


Ele me disse: “criatura humana fique de pé, que eu vou fala com você”. (Ez. 2,1-2)

Estou grato a Deus e por todas as pessoas que rezaram por mim nesta caminhada, estou retornando a minha jornada de seminarista da prelazia de Coari, por isso meus prezados amigos estou feliz por Deus esta me chamando novamente, após a minha ausência do seminário durante um ano. Tive a oportunidade durante este meio tempo de fazer varias experiências uma delas foi; primeiramente tive a experiência de esta convivendo com amigos meus que fazem parte do clero da prelazia: morei por 7meses na casa paroquial, da Paroquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Quanto a esta convivência, eu mesmo estando fora do seminário, não deixei a missão de lado pus a mão no arado e não tive medo e nem tenho de anunciar o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Uma das maiores dificuldades também que eu tive estando fora foi a convivência com pessoas de opiniões diferentes e que às vezes não me entendiam, é claro que sempre estaremos sujeito a opiniões diferentes embora sejamos todos iguais perante a lei, somos diferentes em nossos anseios e objetivos.

Enquanto a minha convivência familiar, que muitas vezes foram duras para mim, ocorreu muito bem! Passei 5meses Com minha família, e nesse período passei por uma pequena experiência pastoral na paróquia de São Pedro e São João Batista. E agora meus irmão,  já estou completando oito dia que eu voltei para o seminário diocesano de Santana! E é com muita alegria e com as forças renovadas que eu dou início novamente a minha jornada de aprofundamento da minha vocação. Convido a você e a todo o povo católico que rezem por nós seminaristas da prelazia de Coari. Paz e bens! 
Edson Rodrigues!

Seguir a pessoa de Jesus e sua palavra
Quando acreditamos na pessoa, também acreditamos no que ela fala. Além disso, lemos com carinho suas cartas e tudo o que ela deixa escrito. Podemos nos fazer um teste a partir desta pergunta: quanto tempo dedicamos à leitura daquilo que a pessoa de Jesus escreveu e falou? Conforme a resposta, podemos saber se estamos ou não amando Jesus Cristo.
Além do mais, são estudados, decorados, transmitidos às crianças os mandamentos da lei de Deus. Tudo bem. E os mandamentos de Jesus? Apalavra “mandamento” expressa o que Jesus manda, o que ele quer para vivermos no mesmo espírito que ele viveu.
É bonito entender que aquilo que Jesus manda não é nada diferente daquilo que nosso coração deseja. Somos chamados a viver do mesmo jeito de Jesus. Ou deixamos o “lixo” das preocupações materiais encobrir tudo, e de repente passamos a viver segundo o espírito do mal, porque não escutamos mais nosso coração.



 





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Oratórias


Avaliações de Oratórias


Nós seminaristas do Seminário SantÁna em Coari, junto com nosso Reitor; Padre Agnaldo, que tem o objetivo de nos preparar para o Seminário Maior em Manaus, realizou  no decorrer deste semestre, as famosas e complexas oratórias, cujos temas centrais decorreram nestes assuntos: Religião, politica, literatura etc. Foram distribuídos para cada seminarista, um tema a ser trabalhado em torno de 10 minutos; onde o formador avaliava em cada orador, a postura corporal, concordância verbal, entonação de voz e conteúdo.

 O seminarista, Lucas Monteiro da Silva, nesta última oratória do semestre, falou sobre a Cabanagem cujo nome remete à habitação (“cabanas”) da população de mestiços, escravos libertos e indígenas que participaram da Cabanagem.
Após a Independência do Brasil, a Província do Grão-Pará mobilizou-se para expulsar as forças reacionárias que pretendiam manter a região como colônia de Portugal. Nessa luta, que se arrastou por vários anos, destacaram-se as figuras do cônego e jornalista João Batista Gonçalves Campos, dos irmãos Vinagre e do fazendeiro Félix Clemente Malcher. Terminada a luta pela independência e instalado o governo provincial, os líderes locais foram marginalizados do poder. A elite fazendeira do Grão-Pará, embora com melhores condições, ressentia-se da falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.
Em sete de janeiro de 1835, liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes (tapuios, cabanos, negros e índios) tomaram de assalto o quartel e o palácio do governo de Belém, nomeando Félix Antônio Clemente Malcher presidente do Grão-Pará. Os cabanos, em menos de um dia, atacaram e conquistaram a cidade de Belém, assassinando o presidente Lobo de Souza e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material bélico. O governo cabano não durou por muito tempo, pois o novo presidente, Félix Malcher - tenente-coronel, latifundiário, dono de engenhos de açúcar - era mais identificado com os interesses do grupo dominante derrotado, é deposto em 19 de fevereiro de 1835. Por fim, Malcher acabou preso. Assumiu a Presidência, Francisco Vinagre.
Contudo, em abril de 1836 chegava o marechal José Soares de Andrea, novo presidente, nomeado pela Regência. Andrea intimou os cabanos a abandonarem Belém. Angelim e seus auxiliares concordaram.
A última fase da Cabanagem é iniciada com a tomada de Belém por Andréa, com o restabelecimento da legalidade na Província. Apossando-se de Belém, as lutas ainda duraram quatro anos no interior da Província, onde ocorria o avanço das forças militares de forma violenta até 1840.


Já o nosso irmão seminarista, Jessé Larai da Silva, que fez uma bela exposição sobre a guerra dos canudos, foi bem determinado no assunto e falou o que foi na verdade a guerra dos canudos. Foi um conflito no sertão baiano ocorrido em 1896 e 1897, que terminou com a destruição do povoado de Canudos - daí o nome da Guerra. Houve várias batalhas entre tropas do governo federal e um grupo de sertanejos liderados por um líder religioso, Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro (1828 - 1897). 

Na época, a população miserável da região agregou-se em torno do beato Conselheiro, que havia passado anos pelo sertão pregando uma mistura de doutrina cristã e religiosidade popular. Em 1893, os sertanejos fundam o arraial de Canudos, um povoado muito pobre que chegou a ter cinco mil casas e de 20 mil a 25 mil habitantes. "Canudos era regido pelo trabalho coletivo e pelos ensinamentos religiosos de Conselheiro. Além desse caráter messiânico, o movimento criticava a República e contestava as inovações surgidas com ela, como o casamento civil", diz o historiador José Carlos Barreiro, da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Assis (SP).

As relações do povoado com o governo começaram a se complicar ainda em 1893, quando os moradores rebelaram-se contra a cobrança de impostos e queimaram documentos emitidos pelo governo. Aos olhos dos governantes, Canudos começou a ser visto não só como um arraial de fanáticos religiosos, mas também como um ninho de rebeldes monarquistas e perigosos, que precisavam ser eliminados. Para acabar com os revoltosos, o governo lançou a tal "guerra" - que consistiu, na verdade, de quatro expedições militares. Nas três primeiras, o Exército tomou um pau dos sertanejos. Na terceira delas, o massacre foi tão grande que até o comandante das tropas federais foi morto em combate. Na quarta e última campanha, cujos momentos decisivos a gente apresenta nestas páginas, o Exército conseguiu finalmente riscar Canudos do mapa. Pelo menos 30 mil pessoas morreram na batalha final. 
No entanto o seminarista Yago Huilas da Silva Lima fez na noite de quinta-feira, 21.06.2012, sua exposição sobre a guerra dos Farrapos e explicou os motivos as causas de como se sucedeu este Conflito. Acompanhemos o texto abaixo.


A Guerra dos Farrapos ocorreu no Rio Grande do Sul na época em que o Brasil era governado pelo Regente Feijó (Período Regencial). Esta rebelião, gerada pelo descontentamento político, durou por uma década (de 1835 a 1845).
O estopim para esta rebelião foi as grandes diferenças de ideais entre dois partidos: um que apoiava os republicanos (os Liberais Exaltados) e outro que dava apoio aos conservadores (os Legalistas). 
Em 1835 os rebeldes Liberais, liderados por Bento Gonçalves da Silva, apossaram-se de Porto Alegre, fazendo com que as forças imperiais fossem obrigadas a deixarem a região. 
Após terem seu líder Bento Gonçalves capturado e preso, durante um confronto ocorrido na ilha de Fanfa ( no rio Jacuí), os Liberais não se deixaram abater e sob nova liderança (de António Neto) obtiveram outras vitórias. 
Em novembro de 1836, os revolucionários proclamaram a República em Piratini e Bento Gonçalves, ainda preso, foi nomeado presidente. Somente em1837, após fugir da prisão, é que Bento Gonçalves finalmente assume a presidência da República de Piratini. 
Mesmo com as forças do exército da regência, os farroupilhas liderados por Davi Gonçalves, conquistaram a vila de Laguna, em Santa Catarina, proclamando, desta forma, a República Catarinense. 
Entretanto, no ano de 1842, o governo nomeou Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) para colocar fim ao conflito. Apos três anos de batalha e várias derrotas, os "Farrapos" tiveram que aceitar a paz proposta por Duque de Caxias. Com isso, em 1845, a rebelião foi finalizada. 

Aqui venho agradecer a todos vocês que nos acompanham pelo nosso blogger, que Deus a bençoe a todos os interessados neste meio de comunicação que nos ajuda bastante a amadurecer, crescer como pessoa humana. Paz e bens!!!!

(Yago Huilas da Silva Lima).

domingo, 3 de junho de 2012

Faça-se em mim segundo a tua palavra!!!

MARIA É A NOVA EVA, que dá uma resposta diferente ao Criador. Nossa Senhora jamais quebrou esta aliança, ao contrário, foi fiel ao convite de Deus desde o princípio. A sua resposta ao convite para ser a Mãe do Filho de Deus foi: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc 1,38). E este sim foi repetido durante toda a sua vida, nos momentos mais difíceis: quando teve de dar à luz num estábulo, quando teve que fugir para o Egito para que o menino não fosse morto pelo rei Herodes, e principalmente quando teve de vê-lo morrer numa Cruz, incompreendido por aqueles a quem amava, e por quem entregara toda a sua vida.
Um grande segredo de amor envolvia esta fidelidade de Maria na sua aliança com Deus, a sua cooperação incondicional com a Graça divina: Humildade e Confiança. Maria se fez sempre pequena serva. Não se arrogou de direitos, não desejou fazer valer uma pretensa justiça humana.
Orgulhosos que somos, basta-nos muito pouco para nos julgarmos justos e merecedores de grandes favores de Deus e dos irmãos.
Basta-nos um pouco de autoconfiança, muito pouco mesmo, para nos compararmos e julgarmos os que estão ao nosso lado.
Basta-nos que Deus nos peça um pouco de sacrifício ou de sofrimento, para tentarmos, o mais rápido possível, nos livrarmos do nosso fardo, jogando-os nas costas dos outros.
Basta-nos a nossa vida, os nossos problemas, as nossas feridas, para não enxergarmos os problemas, nem as feridas dos irmãos.
Maria foi FIEL. Não se arvorou de muita coisa por que Deus lhe chamou para ser mãe do Seu Filho. Maria não era centrada em si, mas em Deus e na Sua vontade. Maria CONFIOU EM DEUS. Não colocou sua confiança em pessoas, em coisas, em títulos, em elogios, em confirmações que viessem dos outros. Maria simplesmente deu o seu ser para que nela se cumprisse a vontade de Deus: "Faça-se em mim". Ela sabia que Deus tem a última palavra em tudo, e via em tudo a vontade de Deus. Tudo vinha de Deus.
E foi porque se desprendeu das criaturas, e disse seu sim com total humildade e confiança, que Maria recebeu de Deus a confirmação que lhe veio pelos lábios de Isabel: "Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"(Lc 1,42).
Maria sempre experimentou, em todas as situações, A GRATUIDADE DO AMOR DE DEUS. E ela também era gratuita em seu amor a Deus. Fazer a vontade de Deus, ser fiel a Deus nunca foi para ela motivo de exigir que Deus a recompensasse com mimos.
Peçamos hoje à Mãe do Perpétuo Socorro a Graça de sermos tirados do nosso egoísmo, e assim, curados de nossas feridas. Peçamos a Maria, que ela nos dê a Graça de termos unicamente Deus como centro de nossas vidas. Que todas as dores, as mágoas e sofrimentos, tudo isto seja colocado no coração de Maria, que está sempre unido ao coração do Pai.
 
E possamos dizer com ela: "Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo" (Lc 1,49).

sábado, 2 de junho de 2012

Festejo de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
A paróquia nossa Senhora do perpértuo Socorro, está celebrando desde o dia 25.05.2012, o festejo em honra a sua  Padroeira com o tema: Maria, ajuda-nos a difundir a saúde sobre a terra. Após as novenas temos o grandioso arraial ,com vendas de comidas,bebidas não alcóolizadas e grande participação dos devotos e fiés das comunidades e das Paróquias locais. o encerramento do festejo acontecerá no dia 03.06.2012, com a procissão pelos bairros que pertence a área da paróquia.
 
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.

Um ícone célebre é venerado desde 1865 em Roma, na igreja de Santo Afonso, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de S. Mateus, igualmente em Roma, onde tinha sido solenemente entronizado no ano de 1499, e do qual se contam muitos milagres e histórias.

A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.

Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido planejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.

O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.

Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo 19,29).

Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.

Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Prelazia de Coari ganha mais um padre


A Prelazia de Coari e o Seminário São José se alegraram com mais uma ordenação presbiteral do Diácono Adeilson de Souza Vieira, realizado em torno deste ano de 2012. No dia 12 de Maio, às 19h30min, na  Igreja Matriz (Paróquia N. Senhora de Nazaré) em  Manacapuru,  foi  ordenado presbítero pelo Bispo dom Marcos piatek, o diácono Adeilson de Souza Vieira.  A ordenação contou com grande participação dos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos (as), familiares, amigos, e grande participação do povo por onde passou fazendo seus estágios pastorais. A celebração foi muito bem preparada e orientada pelos amigos desde já do Pe. Adeilson de S. vieira. Na homilia o Bispo Dom Marcos Piatek ressaltou a importância do sacerdócio ministerial enquanto um grande mistério da graça de Deus  na vida da humanidade. Em torno deste ano temos ainda na nossa prelazia mais uma ordenação presbiteral do Diácono, Felipe Jorge. 

Em virtude do Batismo e da Confirmação, todos os fiéis participam do sacerdócio de Jesus Cristo. Mas os que recebem o sacramento da Ordem tem, além disso, o sacerdócio ministerial ou hierárquico, que se diferencia do sacerdócio comum dos fiéis "essencialmente e não apenas em grau" (Lumen Gentium, 10).



Este sacramento da Ordem consagra o que recebe, configurando-o de modo particular com Jesus Cristo e capacitando-o para atuar na mesma pessoa de Cristo para o bem de todo o povo de Deus.

O que é a Ordem sacerdotal?

É o sacramento que alguns fiéis são constituídos ministros sagrados, sendo cooperadores do Bispo com quem formam um presbitério.

Por que este sacramento se chama Ordem?

Porque compreende vários graus subordinados entre si.

Quais são as funções principais dos sacerdotes?

As funções principais dos sacerdotes são: Celebrar o Santo Sacrifício da Missa, perdoar os pecados na Confissão, administrar os demais sacramentos, pregar a Palavra de Deus e dirigir os fiéis nas coisas que se referem a Deus.

Os sacerdotes são necessários?

Os sacerdotes são necessários e insubstituíveis, pois sem eles não existiria a Igreja tal como fundada por Jesus Cristo. Por isso todos os cristãos devemos colaborar no fomento e formação das vocações sacerdotais.

sábado, 5 de maio de 2012

Retiro presbiteral

           
 Esteve de retiro nos dias 01 a 04 de Maio no Seminário Sant´Ana em Coari o nosso Diácono Adeílson de Souza Vieira, preparando-se para a sua ordenação presbiteral que acontecerá no dia 12 de Maio em Manacapuru sua cidade Natal. Este tempo de retiro reforça a atitude de escuta e de escolha livre e consciente do Diácono que no silêncio das horas procura entender sua escolha e sua entrega ao projeto missionário da Prelazia de Coari. O pregador escolhido pelo Diácono foi o Reitor do Seminário Pe. Agnaldo Silva.
 
Dentro do projeto do retiro neceesário e obrigatório para todos os Diáconos, o pregador soube conduzir a meditação e oração com temas referentes ao seguimento e a missão tais como:
1. Chamados ao encontro pessoal com Jesus Cristo, Jo. 1, 35-51
2. Chamdos a gratuidade divina, Jo. 13, 1-17
3. Chamados a conversão, Lc. 19,1-10
4. Chamados ao discipulado, Jo. 4,1-42
5. Chamados para a missão, Jo. 2,1-12
 
Outros textos foram propostos para as leituras pessoais do Diácono: Documento de Aparecida; Formação dos Presbíteros na Igreja do Brasil (CNBB 55); Livro; No silêncio do teu quarto (meditações evangélicas) .Além do recolhimento e do silêncio, o Diácono participou dos momentos celebrativos do Seminário e com certeza pode realizar com presteza esse momento de encontro pessoal com Jesus. Este tempo é de louvor e agradecimento, de generosidade, de espera, de entusiasmo pela chegada de mais um presbítero para a Igreja. O tempo está maduro é hora de colher e acolher este novo irmão que com generosidade disse sim ao projeto de Jesus na Prelazia de Coari. Somos agradecidos pelo sim do Adeílson e outros sim virão no devido tempo.
 
Recordamos uma passagem belíssima do documento 55 da CNBB sobre a formação dos presbíteros no n° 122: "A formação espiritual do futuro presbítero, é inseparavelmente, trinitária, cristocêntrica e eclesial. Ele é chamado a compreender como pelo Sacramento da Ordem, será enviado pelo Pai e configurado a Cristo, para atuar e viver na força do Espírito Santo, na comunhão da Igreja para a salvação do mundo (PDV 12)". Este é o centro e o núcleo da vida do Presbítero na Igreja; que o Diácono Adeílson saiba viver com generosidade esta realidade em sua vida. Amém.